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Dança é arte

Para Duarte Jr (1995), a dança é compreendida como arte porque é capaz de criar formas expressivas dos sentimentos humanos, sendo uma forma de comunicação. A prática da dança apresenta uma riqueza em expressões não verbais e esta linguagem não deve ser desconsiderada. É necessário buscar subsídios nas formas mais puras da linguagem, a oral e a escrita, para entender e descrever a linguagem deste corpo que fala, sem dúvida.

De uma maneira geral, a dança tem origem nos movimentos naturais e sua seqüência de criação colabora com a variedade de estilos que nos leva a um mesmo objetivo: descobrir e desenhar o corpo no espaço, levando-nos a experiências de caráter emocional que expressam o nosso íntimo. Garaudy (1980:24), descreve a dança como a "expressão através dos movimentos do corpo organizado em seqüências significativas de experiências que transcendem o poder das palavras e da mímica". Complementando o autor, Sant'Anna (2001:71), diz que o "corpo constitui nosso espaço cotidiano: é nele e por ele que sentimos, desejamos, agimos e criamos". Percebemos, assim, que é difícil descrever sucintamente os sentimentos através do discurso da dança de salão, pois em qualquer atividade artística, os sentimentos se concretizam na forma que pode ser percebida.

Dançar é uma arte. Os gestos, a expressão, são a manifestação do movimento humano.

Para Achcar (1985:35), a dança é a "arte do movimento e da expressão onde a estética e a musicalidade prevalecem".

É incontestável a enorme influência da música sobre o ser humano; ela está dentro de cada um de nós, independente da raça, da religião, da língua, e do sexo. Este mundo mágico da música, com o seu eficiente meio de comunicação rítmica, adquire uma potência máxima no trabalho desenvolvido com o ritmo, com a dança e com os jogos.

Através desta fluência rítmica percebe-se o quanto a dança envolve o nosso corpo numa exploração de todas as possibilidades articulares, sempre assessorada pelo uso do ritmo musical, de suas acentuações fortes e fracas, nos diferentes níveis de planos, eixos, formas e direções, para sentirmos os movimentos. Ser capaz de sentir e viver o movimento significa estar dançando em harmonia, com naturalidade, fluência dos movimentos e fidelidade ao caráter da música.


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