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História

 

História da Dança de Salão

Antigamente os povos utilizavam a dança como forma comunicação, e só começou a ter um sentido social durante o Renascimento com a dança de salão, denominada genericamente como danças sociais que executada aos pares, em bailes, ou reuniões, deixa de ser considerada coisa de velho e fora de moda, para fazer parte da Educação da aristocracia da época, tomando forma na corte do Rei Luiz XIV na França, diferenciando-se da classe pobre que praticava as danças folclóricas. Eram a base dance (1350-1550) e o pavane (1450-1650). Também era evidente a postura clássica, ereta e com o torso fixo como no balé que tem a mesma origem. Nos sécs. XIV e XVII a Inglaterra foi berço da contradanse, também só dançada pela Corte. A popularização das danças sociais deu-se em 1820 através do Minueto, desenvolvendo-se o cotillos e a quadrille. Já no início do séc. XIX ocorreram rápidas transformações no estilo de dançar. O minueto e a quadrille desapareceram e a Valsa começou a ser introduzida nos sofisticados salões de baile. Logo, a polka e, no início do nosso século, o two-step, one-step, fox-trot e tango, também invadem os salões. A dança social passa então a ser chamada de Ballroom Dancing.

A forma de dança em casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das américas aonde deu origem às muitas variedades a medida que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina, o Maxime, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil, a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos como a salsa, o bolero, a rumba etc. Nos Estados Unidos o swing surgiu de grupos negros dançando ao som de jazz no início dos anos vinte. As primeiras danças criadas foram o charleston e o lindy hop essas deram origem a vários outros tipos de danças de swing americanos como o jitterbug, o balboa, o west coast swing, o east coast swing e o lindy hop que é dançado hoje. Existe uma versão brasileira semelhante ao swing chamada soltinho.

No Brasil a dança de salão foi introduzida em 1914, quando a suíça Louise Poças Leitão, fugindo da I Guerra Mundial, aportou em São Paulo. Ensinando valsa, mazurca e outros ritmos tradicionais para a sociedade paulista, Madame Poças Leitão não imaginava que iria criar uma tradição tão forte, seguida por discípulos que continuariam a divulgar a dança de salão. No Rio de Janeiro a dança de salão cresceu nas mãos de Maria Antonieta, que, com várias correntes de professores, fazem o nosso bolero, samba no pé e samba de gafieira, famosos no mundo todo.

Atualmente No Brasil, sete ritmos são os mais praticados, tanto nos bailes quanto nas escolas especializadas, sendo eles: Bolero, Soltinho, Samba, Forró, Zouk, Salsa e Tango.

Entrar no cobiçado mundo da dança de salão não é tarefa simples.

Ela rompe as portas do século XXI, englobando os vários ritmos com uma diversidade rítmica e uma variação de andamentos que atende desde as necessidades dos mais jovens que precisam gastar as suas energias acumuladas, aos anseios de uma população que anseia por uma vida plena e feliz, como é o caso da Terceira Idade. Nas últimas décadas, após ter sofrido influência da lambada no final dos anos 80, modismo que teve vida curta, mas muita receptividade entre os amantes e apaixonados pela prática desta arte a dois, supera a faixa etária dos mais velhos e atinge um expressivo número de jovens e adolescentes.

O reaparecimento de ritmos "calientes" traduz a representação do corpo nos diferentes momentos históricos e contextos, interferindo na prática e no ensino da dança de salão dentro da nossa sociedade. Executar a dança de salão não é tarefa simples: primeiro, porque é necessário ter um parceiro; segundo, tem que trabalhar no ritmo e perceber a música; terceiro, precisa dominar os passos, manter a elegância, a postura, os gestos, ter força de vontade, enfim estar pré disposto a, literalmente, dançar.


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